BICICLETADA às 17h na Concha Acústica – UFSC (terça)

Convocamos todos e todas para a BICICLETADA CONTRA O AUMENTO!

Quando? HOJE. Terça-feira.

Onde? Concha Acústica da UFSC.

Horas? 17h

Apareça à pé, de patins, skate, bicicleta, pogobol, triciclo ou qualquer outro veículo não motorizado!

Venha participar de mais uma atividade lúdica contra o aumento da tarifa!
Quanto mais gente melhor!
Nossa resposta é nas ruas!

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Relato das atividades do dia 7 de junho, segunda

Por Cazé

Hoje dia 7 de junho, se realizou o debate sobre a violência policial contra as manifestações que exigem a redução imediata do aumento das tarifas com a presença de professores, estudantes, familiares de secundaristas espancados,
comunidades e do conselheiro da comissão de anistia do Ministério da Justiça Prudente Mello no auditório da Faculdade de Educação da UDESC, universidade invadida pela polícia militar na noite do dia 31 de maio.

Depois do debate cerca de 100 pessoas realizaram o bloqueio temporário das pistas da Avenida Madre Benvenuta que consistia basicamente no bloqueio de 3 a 5 minutos de duas faixas de ida e 3 a 5 minutos na faixa de volta da avenida.

Durante a manifestação, por duas vezes motoristas tentaram furar o bloqueio atropelando as pessoas na rua, ao contrário dos/das condutores espírito de porco, outros/as condutores/ras foram solidários/as a manifestação, buzinando toda vez que era puxada a palavra de ordem *quem não buzina quer tarifa! *

Poucas horas antes 15 estudantes, artistas e ativistas ocuparam as antigas instalações da FAED no centro da capital, onde atualmente funciona o Museu da Escola, para exigir um posicionamento firme da reitoria da UDESC que aponte processos judiciais contra os responsáveis pela invasão da Universidade.

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Câmara rejeita debate sobre transporte coletivo

Por Celso Martins (textos e fotos)

http://sambaquinarede2.blogspot.com/


Uma tentativa de realizar audiência pública para discutir o transporte coletivo na Capital foi abortada pela Câmara Municipal de Florianópolis. Na sessão de segunda-feira (7.6), a proposta apresentada pelo vereador Ricardo Camargo Vieira (PC do B), foi rejeitada por 7 votos a seis.

Votaram a favor os vereadores Ricardo Carmargo Vieira, Renato Geske, João Amin, Jaime Tonello, João Aurélio Valente e Dalmo de Meneses. O vereador Badeko se absteve. O vereador Márcio de Souza não compareceu à sessão. Parlamentares contra o debate: César Luiz Belloni Faria, Erádio Manoel Gonçalves, Celso Sandrini, João da Bega, Norberto Stroisch Filho, Asael Pereira e Edinon Manoel da Rosa (Dinho). O presidente, Gean Marques Loureiro, não votou.

Os vereadores Ricardo Vieira e Renato Geske, após a votação, se comprometeram com os estudantes presentes a reapresentar a proposta de audiência pública.
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Invasão da UDESC e repressão policial (como foi o debate)

UDESC INVADIDA
Medo, perplexidade e indignação

Por Celso Martins (textos e fotos)

Retirado de  http://sambaquinarede2.blogspot.com/

Os depoimentos ouvidos na tarde de segunda-feira (7.6) no auditório da FAED-Udesc, resumem três sentimentos: medo, perplexidade e indignação. Medo da própria Polícia Militar e sua ação truculenta, temperada a choques elétricos, cães e cavalaria, cujo papel constitucional seria o de garantir a segurança pública. Perplexidade frente o silêncio dos parlamentares e do sindicalismo, das limitações da mídia e do aval do Ministério Público à repressão. Indignação própria de quem vê o estado democrático de direito ser vilipendiado em praça pública. Os antigos métodos de tortura usados nos porões da ditadura civil-militar de 1964, como o pau-de-arara e a cadeira-do-dragão, ganharam a versão Taser, doadas pelo Ministério da Justiça para uso no combate ao crime.

Anotações de depoimentos

* Os estudantes da Udesc foram impedidos de sair em manifestação. Não puderam se deslocar nem pela calçada.

* No caso da invasão da Udesc não houve a combinação ação-reação. Os estudantes não provocaram. A Polícia não tinha motivo para reagir. Mas agiu, sob a Taser do capitão Maurício Silveira, comandante do Policiamento Tático.

* Uma das pessoas presas garante que não fez nenhuma provocação. O capitão Silveira havia passado por ele e feito um gesto com o joelho de quem ia acertar os órgãos genitais do estudante, mas seguiu. Os colegas em volta começaram a gritar e perguntar o motivo da ameaça, momento em que o oficial se voltou e correu para prendê-lo.

* Algumas lideranças foram “marcadas” e se tornaram alvos da repressão. Existe um “dossiê” das lideranças.

* Na última quarta-feira (2.6), os manifestantes foram cercados na frente do Ticen (avenida Paulo Fontes). Quem estava não podia sair e quem chegasse ganhava um chega-pra-lá. Campo de concentração ao ar livre, diante do público. “Cárcere público”, “jaula” feita de policiais militares por todos os lados da manifestação.

* A presença da PM na UFSC está se “naturalizando”. Sob o argumento de combate à criminalidade, as viaturas policiais transitam livremente pelas vias internas do campus. Vias consideradas públicas, outro argumento para a presença militar.

* O reitor da Udesc se reuniu com o secretário de Segurança Pública e recebeu a garantia de que “isso não pode mais acontecer” (a invasão policial militar do campus da Udesc).

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OAB/SC lamenta ação da Polícia Militar contra manifestantes na UDESC

Agressão na Udesc: OAB/SC solidariza-se com professores e alunos e pede providências aos governador

A OAB/SC foi procurada na sexta-feira (4) pelas professoras Carmen Susana Tornquist e Isa de Oliveira Rocha, que narraram os fatos ocorridos em ação repreensiva realizada pela polícia nas dependências da Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc, em 31 de maio, por ocasião de manifestação contra o aumento das tarifas de transporte público de Florianópolis.

Segundo as professoras, a ação, realizada dentro das dependências daquela universidade, durante o horário de aula, foi desproporcional e extremamente violenta, conforme demonstrado nas fotografias que entregaram ao presidente Paulo Borba e ao vice-presidente Márcio Vicari, que se solidarizaram com os acontecimentos e se colocaram à disposição para buscar junto ao governador uma explicação, bem como providências contra aqueles que agiram de forma agressiva.

Na mesma tarde foi providenciado ofício ao governador Leonel Pavan, solicitando a apuração dos fatos, bem como a penalização dos servidores públicos envolvidos, se comprovado o abuso das medidas adotadas. “É lamentável que tal situação tenha ocorrido, colocando em risco a vida de várias pessoas, envolvidas ou não na mobilização, sendo necessária à adoção de medidas mais ponderadas em ações de repressão de mobilizações estudantis”, enfatiza Borba no ofício ao governador.

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