Chamada para debate: Invasão policial na UDESC – segunda às 15h, auditório da FAED

DIANTE DOS LASTIMÁVEIS FATOS OCORRIDOS NO DIA 31 DE MAIO DE 2010, COM O CERCO POLICIAL AO CAMPUS DA UDESC RESULTANDO EM AGRESSÕES, INTIMIDAÇÕES E PRISÕES, ALÉM DE INVASÃO DA PRÓPRIA UNIVERSIDADE, A ADFAED E A APRUDESC CONVIDAM TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA DA UDESC – CAMPUS I – PARA PARTICIPAR DE DEBATE ABERTO SOBRE AS ARBITRARIEDADES COMETIDAS.

UMA MANIFESTAÇÃO POR TRANSPORTE COLETIVO DE QUALIDADE E ACESSÍVEL A TODOS/AS, FEITA POR UM MOVIMENTO LÍCITO E PACÍFICO, FOI INTERROMPIDA PELA OSTENSIVA E AGRESSIVA ATITUDE DE POLICIAIS
QUE, AO INVADIR A UDESC PROMOVENDO ATOS DE BRUTALIDADE, NEGARAM ALGO PRIMORDIAL NUMA UNIVERSIDADE: O LIVRE DEBATE E A MANIFESTAÇÃO DE IDEIAS FAVORÁVEIS A UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA.

DATA: 07/06/2010 (segunda-feira)

HORÁRIO: 15 HORAS

LOCAL: AUDITÓRIO DA FAED

DEBATE COM A PRESENÇA DE PRUDENTE MELLO, CONSELHEIRO DA COMISSÃO DE ANISTIA DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA.

APÓS O DEBATE ÀS 17 HORAS: MANIFESTAÇÃO NO CAMPUS.

AFIRMANDO O PAPEL DA UNIVERSIDADE COMO ESPAÇO DE REFLEXÃO CRÍTICA E DIÁLOGO, REPUDIANDO A INVASÃO POLICIAL E COBRANDO DA REITORIA POSICIONAMENTO SOBRE O OCORRIDO E UMA RESPOSTA QUANTO À ORIGEM DO ACIONAMENTO POLICIAL.

Promoção: ADFAED e APRUDESC

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Direitos de ir e vir

Por Fábio Brüggemann

É quase inacreditável que o aparato policial, cujo mandatário é o governador do Estado (o mesmo que só não pode ser processado, apesar de todas as gravações explícitas que o incriminam, apenas porque o ex-governador deixou de bandeja o cargo pra ele), ainda continua usando quase todo seu contingente para prender e bater em estudantes. Enquanto isso, casas são arrombadas, pessoas são assassinadas, automóveis são roubados, sem que toda essa “inteligência” militar possa conter.

Essa ideia de que o governo, usando ilegítima e ostensivamente a polícia para proteger não um patrimônio público, mas privado, que são as empresas de ônibus, é balela. A questão em jogo não é o direito de ir e vir do cidadão que usa automóvel, que é minoria, mas a do que não usa, que é maioria. O fato de a Ilha de Nossa Senhora dos Aterros ter o pior sistema de transporte e o mais caro inviabiliza, na verdade, o direito de ir e vir da maioria que usa o sistema. E o modo que essa maioria escolheu para protestar contra essa barbaridade é fazer passeata, porque usando de argumentos mais que sólidos e razoáveis parece que não funciona.

O debate que o Diário Catarinense promoveu com o vice-prefeito, João Batista Nunes, e com um dos manifestantes, Diógenes Moura Breda, mostrou quem tem mais argumentos e inteligência. O vice-prefeito, ao negar que a proposta de municipalização não será aceita porque não deu certo em outras cidades só não é mais infeliz do que a de ele mesmo mandar pra “sua cidade” aqueles que não gostam do sistema de transporte. Também não é verdadeira a informação de que não deu certo. Existem experiências bem interessantes em Fortaleza, e até mesmo a gestão de Erundina, em São Paulo, que, se “não deu certo”, como diz o vice-prefeito, não foi pela ideia em si, mas pela falta de fiscalização e pelos vícios políticos e administrativos das gestões posteriores. Mas isso é fácil de corrigir. Além do mais, a gestão do atual prefeito também não deu certo (principalmente porque não fez nada pelo direito à mobilidade, e ainda atrapalha) mas nem por isso vamos propor sua privatização.

Publicado originalmente no Diário Catarinense, 5 de junho de 2010.
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Memória: Protestos de 1964 em Florianópolis

Retirado de: http://sambaquinarede2.blogspot.com/

M E M Ó R I A

Florianópolis, março de 1964

Nota: O jornal Folha Catarinense circulou em Florianópolis-SC entre 1963 e 1964, editado pelo jornalista Francisco Pereira.

Para ler o que está escrito nos jornais: botão direito + exibir imagem.

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Caraca, onde estamos metidos? – Breve análise das manifestações contra o aumento de 2010

Por Rafael Knabben

Quando as manifestações contra o último aumento da tarifa de ônibus começaram algumas semanas atrás, o procedimento a ser adotado pela Polícia Militar de Santa Catarina (PM-SC) parecia bastante claro: um grande contingente de policiais a cercar, intimidar e neutralizar a massa de manifestantes, enquanto a truculência foi localizada, com agressões pontuais e prisões arbitrárias. O objetivo disso é claro, tornar o evento inócuo, sem reverberção, e desmobilizá-lo pelo medo. Dentro dessas circunstâncias, porém, o tenente-coronel Newton Ramlow conseguia ainda se sentir em condições de posar um discurso “democrático”, de que a PM-SC “garantia o direito a livre expressão ao dar segurança aos manifestantes” (e vai que um carro vem do nada e os atropela, argumentou).

Mas no final da segunda semana de protesto os manifestantes, espontaneamente, começaram a se reunir em grupos menores, de 80 a 200 deles, e conseguiram causar mais reverberção que cinco mil juntos. Pega de surpresa, a PM-SC reagiu rapidamente, com mais prisões arbritárias e truculência generalizada contra um grupo bem menor de pessoas. Tornamo-nos familiarizados com o taser, com amigos detidos na 1 DP e, ironicamente, com as viaturas policiais sendo jogadas sobre nós, em alta velocidade, ameçando nos atropelar.

Tudo isso foi cristalizado na última segunda-feira, dia 31 de maio, num protesto ocorrido na UDESC. A questão não é mais neutralizar um grande contingente de manifestantes, mas de convencer através da violência e da arbitrariedade aqueles manifestantes que se reunem em centenas pela cidade de que a sua existência não é tolerada e que serão utilizados os meios que forem necessários para coibir os manifestantes de saírem às ruas.

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Relato do ato do dia 2/6 – Em tempos de democracia militar

Publicado em CMI

Por Libertario

A noite dia 2 de junho cerca de 300 pessoas do movimento que luta quatro semanas pela redução das tarifas de ônibus de Florianópolis foram impedidas de fazer uma manifestação pelas ruas da cidade pela policia militar sob comando do Tenente Coronel Newton Ramlow.

Por volta das 19:00 a policia militar municiada com armas ?não letais? cercou os manifestantes na frente do Terminal Integrado do Centro , uma comissão de alguns manifestantes tentaram negociar a passagem da manifestação a resposta foi que a manifestação não poderia seguir por ordem da Secretaria de Segurança Pública. A partir desse momento o cerco se fechou ainda mais e qualquer pessoa que tentasse se juntar a manifestação era impedida.

Durante o cerco policial que durou mais de 2 horas os policiais agrediram verbal e fisicamente os manifestantes que tentavam sair, numa tentativa de fazer uma ciranda um manifestante foi agredido com um soco no estomago por um dos policiais militares, após um pequeno tumulto gerado pela truculência policial os manifestantes fizeram a ciranda e depois conseguiram chegar até a entrada da Rua Jeronimo Coelho.

Em uma ação de tentar criminalizar os manifestantes um policial infiltrado passou um morteiro (fogo de artifício) para um policial que estava na frente dos jornalistas dos veículos convencionais que rapidamente fotografaram e filmaram o artefato.
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