Vídeo da invasão da UDESC pela PM

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Semanas de Chumbo em Floripa

Apesar da repressão, estudantes não desistem de seu direito de manifestação

Passadas 3 semanas, os protestos contra a tarifa do transporte coletivo continuam em Florianópolis, com uma reação cada vez mais truculenta da polícia militar, que com prisões arbitrárias e violência ameaça o direito de manifestação,
buscando com isso acabar com o movimento.

Neste relato busco mostrar um pouco do tenso momento vivido na cidade nestas última semanas por aqueles e aquelas que lutam pela revogação do aumento da tarifa e por um transporte público e de qualidade.

Na sexta dia 21/05 foram presos dois manifestantes e um reporter do grupo RBS.

Em uma clara ameaça a liberdade de imprensa o jornalista foi algemado, teve a camisa rasgada pelos policiais e foi colocado em um camburão onde permaneceu por cerca de uma hora, o jornalista acusa um policial de agredi-lo um com cassetete no pescoço. Um repórter fotográfico do
mesmo grupo, afirma que teve a lente da câmera quebrada por um policial.
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Fotos das agressões da PM na UDESC [01/06]

Por Hans Schneider Todas as fotos aqui: http://sambaquinarede2.blogspot.com/2010/06/blog-post_828.html
GRT invadiu a UDESC para espancar, eletrocutar e prender manifestantes que estavam na CALÇADA – A mídia filmou!:






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PM invade a Udesc e prende estudantes

Texto por Celso Martins

A Polícia Militar invadiu o campus da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) na noite dessa segunda-feira, no bairro do Itacorubi (Florianópolis-SC), espancando e prendendo cerca de seis estudantes. Eles se manifestavam pacificamente contra o aumento nos preços das passagens do transporte coletivo, quando passaram a ser hostilizados pelos policiais. As duas entradas da instituição foram fechadas. No local funcionam a Reitoria da Udesc, o Centro de Educação a Distância, Centro de Artes (CEART), Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED) e o Centro de Ciências da Administração e Sócio-Econômicas (ESAG), além da Biblioteca Universitária e outras instalações.

Os estudantes tentaram negociar a ocupação de meia pista da avenida madre Benvenuta para uma passeata até a UFSC e a PM negou. Tentaram se deslocar pela calçada, mas também foram impedidos. Na seqüência ocorreu a invasão do campus e as prisões.

Alunos, professores e funcionários ficaram apavorados com a “selvageria”, segundo eles, praticada com o uso de cassetetes, gás pimenta e farta distribuição de choque elétrico com as famosas Taser (moderno pau-de-arara portátil). Robustos integrantes de um pelotão do policiamento tático realizaram a repressão direta. Policiais a paisana do serviço de inteligência da PM (os chamados P2) apoiaram a ação, chegando a efetuar algumas prisões. Um estudante que tentou atravessar a rua foi atingido por um choque elétrico. Questionado pelos manifestantes, o policial autor do disparo respondeu que usou a Taser contra o aluno porque ele estava fora da faixa de pedestres.

O reitor Sebastião Iberes Lopes Melo estava em Chapecó num compromisso oficial, onde recebeu por telefone a notícia da invasão policial. Disse que ia interferir. A diretora do Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED), Marlene de Fáveri, foi chamada às pressas, o mesmo acontecendo com o coordenador do Departamento de História, Emérson Cesar de Campos, entre outros professores. Os estudantes presos foram levados à Central de Plantão Policial e devem responder a Termo Circunstanciado, como tem ocorrido com os demais, nos últimos dias, ampliando a lista de perseguidos políticos em Santa Catarina.

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Video da Polícia Militar invadindo a UDESC e prendendo um manifestantes de maneira arbitrária

Polícia Militar de Santa Catarina invade Universidade do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis, e prende manifestante de maneira arbitrária. A repressão vem crescendo de forma brutal e sem escrúpulos nas manifestações contra o aumento. Esta segunda passada foi mais um dia da falta de controle que a Polícia vem tendo.

E aqui foto de 3 policiais do Pelotão de Patrulhamento Tático brutalizando um manifestante parado:

A Polícia Militar está descontrolada. É preciso dar uma trocada no comando para esses servidores públicos não reprimirem mais as manifestações legítimas, né? É preciso responsabilizar todos que estão no alto comando do aparato policial, no comando político de Florianópolis e do estado de Santa Catarina pelas ações truculentas e brutais dos políciais militares em ação; bem como pela destruição dos Direitos Humanos da população que se manifesta contra o roubo que é este aumento na tarifa.

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